**Versos, textos, frases, fases, poemas, crônicas e devaneios...**

domingo, 28 de novembro de 2010

Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. 

(Pe.Fábio de Melo)


"A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega."


Sorte pra mim é ver o carrinho de picolé chegando. 
É compartilhar gargalhada na segunda (...) 
(...) É ganhar beijo roubado. 
Sorte pra mim é sol no sábado. 
É pijama até às 3. 
É reunir os melhores amigos com chapeuzinho de aniversário. 
É saber que amanhã é sexta. E que os problemas já podem ser substituídos. 
Sorte é saber que eu sou forte, capaz e saudável. 
E saber que eu não sou um monte de coisas. Mas que posso ser. 
É ter pra quem ligar quando eu quero rir. 
E ter alguém pra chamar quando eu quero colo. 
É ter certezas. De que vai dar tempo. De que vai dar saudade. 
E de que eu sou determinada a ponto de quebrar a cara 
(e de não desistir com isso). 
É, acima de tudo, saber perceber que eu tenho sorte. 
Sorte é ter um passado doce e o açucareiro nas mãos.



sábado, 27 de novembro de 2010

Trecho ( O Contrário do Amor)

(...)
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

(...) o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.


(Martha Medeiros)
"Você sabe quando alguém te ama não pelo que ele fala, mas pelo que faz. 
O amor não sobrevive de teorias." 
 
(Pe. Fábio de Melo)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Eu nunca havia reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas, se enrosca, mas não se embola.
Vira, revira, circula e pronto, está dado o abraço!
É assim que é o abraço; coração com coração, tudo isso cercado de braço.
Então é assim o amor, a amizade, como um pedaço de fita.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços, e saem as duas partes iguais como pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Dar laços e abraços tem segredos:
Não prender, não escravizar, não apertar, não sufocar...
Porque, quando vira nó,  já deixou de ser um laço.





domingo, 21 de novembro de 2010

Eu acredito. Acredito no tempo. O tempo é nosso amigo, nosso aliado, não o inimigo que traz as rugas e a morte. O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena, o tempo nos ensina a esperar, o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida. 

( CaioFernandoAbreu)